Autarcas da freguesia
PARTIDO CHEGA
Vogais
LUÍS CARREIRA
Vogal
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CRISTINA OLIVEIRA
Vogal
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ler maisAté então, a localidade fez parte da Freguesia de Agualva-Cacém, criada em 15 de Maio de 1953, a qual foi extinta para dar lugar à actual organização administrativa – Freguesias de Agualva, Cacém, Mira Sintra e São Marcos. Recorde-se ainda que, antes de 1953, o Cacém pertencia à Freguesia de Rio de Mouro.
Na maioria do espaço onde hoje existem edifícios de habitação, comércio e serviços, outrora foi ocupado por vistosas quintas e moradias, configuradas num meio eminentemente rural.
As ruas D. Maria II, Elias Garcia e Marquês de Pombal eram as que registavam maior número de população, servindo de ligação a afamadas quintas, tais como a de Santa Isabel, das Flores, de São João, dos Ulmeiros e da Bela Vista, entre outras. Entre as quintas referenciadas, subsiste, embora em avançado estado de degradação, a Quinta da Bela Vista antiga residência do republicano Joaquim Ribeiro de Carvalho, personalidade contemplada pela história local como um dos cidadãos mais ilustres.
A respetiva moradia, classificada como património de interesse concelhio, apresenta vistosos painéis de azulejos, sendo um dos poucos elementos exemplificativos da beleza que o imóvel teve no passado.
A par deste emblemático edifício, de destacar ainda, em termos de património, o chafariz existente no Largo D. Maria II, que foi mandado construir pela rainha com o mesmo nome, em 1849.
Depois de ter sido retirado do local, nos finais dos anos 50 do século passado, o mesmo chafariz veio a ocupar de novo o espaço em 1998, por iniciativa da antiga Junta de Freguesia de Agualva-Cacém.
Relativamente à etimologia do vocábulo “Cacém”, ainda não foi possível chegar-se a um consenso mas há muito quem pense que a sua origem radica na palavra árabe “Qasim”, que significaria repartidor ou aquele que divide. Em documentos datados de 915 a 967 surge o antroponímico “Kazem”, num outro de 1020 “Kacem”, ainda que não se refiram especificamente a esta zona. Embora só no século XVI tenha aparecido localmente a referência expressa do topónimo, é provável que o termo Cacém se deva a algum proprietário rural muçulmano ou mudéjar, dado que a ocupação árabe se fez sentir em toda região de Sintra.
Este texto foi construído em 2008, tendo por base o Livro “Agualva-Cacém e a sua História”, de Ana Macedo e Sousa e Teresa Mascarenhas, edições golfinho, 2000.


