Paulo Baptista
Freguesia de Almargem do Bispo
Presidente da Assembleia
Responsável do Núcleo Político do Partido Chega
CHEGA – Almargem do Bispo
Fabiana Soares
Líder de Bancada - VOGAL - ASSEMBLEIA DE FREGUESIA
Saúde e Ação Social.
Assuntos Políticos; Comunicação e Imagem.
TIAGO LUÍS
VOGAL - SUPLENTE
Obras; Trânsito e Toponímia; Emprego e Formação Profissional; Conservação, limpeza e manutenção.
CÁTIA ROBALO
VOGAL - SUPLENTE
Cultura e Associativismo; Edifícios escolares e Autocarros
Brasão – Escudo de ouro, com uma faixa de vermelho, acompanhada em chefe de uma mitra episcopal assente sob uma cruz processional e um báculo, passados em aspa, tudo de púrpura e, em ponta de uma batateira, folhada de verde e arrancada de vermelho. Coroa mural de três torres de prata. Listel branco, com a legenda a negro, em maiúsculas: “ALMARGEM DO BISPO”.
Brasão e Bandeira
Faixa de vermelho – Simboliza a cor de gala dos Generais, em honra ao General Barnabé António Ferreira, grande benemérito da Freguesia.
Mitra episcopal – Simboliza a figura do Bispo Dom Miguel de Castro, o Bispo de Almargem.
Batateira – Simboliza o uso do solo através da agricultura que carateriza a Freguesia.
Escudo de ouro – Símbolo da prosperidade desejada e da riqueza existente.
Bandeira (2×3) e Estandarte (1X1) – De verde. Cordão e borlas de ouro e verde. Haste e lança de ouro. Bandeira (2×3) e Estandarte (1X1)
(https://www.heraldicacivica.pt/snt-almargembispo.html)
- Dados Gerais
A Freguesia de Almargem do Bispo, tem 37,42 km² de área e 8 983 habitantes (Censos 2011), e, por isso, uma densidade populacional de 240,1 hab/km². É das antigas freguesias mais rurais do Município de Sintra, situando-se a nordeste deste.
- História de Almargem do Bispo
A Referência mais antiga do povoado (Almargem do Bispo – sede da Freguesia), de que há conhecimento, é a carta de venda, de Abril de 1203, de uma vinha no lugar do Almargem, por 7 morabitínos, feita por D. Paio Gonçalves, Prior do Mosteiro de S.Vicente; e a doação, em Março de 1264, efectuada ao Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, “dum herdamento de herdades e viñas e de casaes com seus corraes e montes e fontes e águas, entradas e saídas e pasigos e todos dereitos (…) no termo de sintra em loco que dizem Almargeo”.
No Século XV, o espaço geográfico do Almargem estava dividido em duas partes: a que pertencia ao Termo de Sintra e andava integrada na zona canónica de S. Pedro de Canaferrim e a da banda de Leste, que pertencia ao Termo de Lisboa.
“Dentro do povoado do Almargem, festeja-se o Espírito Santo e S. Mamede” e “dizem–se muitas missas” na Capela Gótica, “aonde vão as romarias da Freguesia”. Mais ao Norte, a Ermida de Santa Eulália, acabara de ser edificada, em 1466; e depressa se torna de “grande romagem” e se começa a fazer uma “feira no seu largo”.
Já então, existia de recuada época, a Ermida de Santa Cruz, do Casal da Granja.
No Século XVI, os desajustamentos mais flagrantes da região, são sofridos pela Freguesia do Almargem do Bispo pelo corte diagonal do seu território, desdobrado judicialmente entre Lisboa e Sintra. A Freguesia de Almargem era mais considerada olissiponense do que pertencente a Sintra; eclesiasticamente pertencia a Sintra; administrativa e judicialmente a Lisboa.
Por esta altura, os habitantes de Almargem terão erguido uma Ermida ou simples Eclésia Cemiterial. D. Miguel de Castro (1536-1625), Bispo de Viseu, e depois Arcebispo de Lisboa, que era senhor de muitas terras no Almargem, teria determinado a criação da paróquia. São as crônicas que rezam. Dizem elas que “sendo o povo de Almargem incomodado pela instância da freguesia a que estavam sujeitos hum Bispo e suas irmãs, que ali havia e eram senhores do grande Casal do Almargem, trabalharão para que se erigisse ali huma paróquia separada com a invocação de S. Pedro; e o povo desanexou da antiga paróquia”. E, deste modo, em memória ao seu Bispo, passou a designar-se a nova Freguesia de S. Pedro de Almargem do Bispo. Já para o fim do Século, Filipe I, concede aos caseiros do Bispo D. Miguel de Castro, “alvará de privilégios”.
Existia então desde 1542, no lugar de Camarões, na zona do termo de Lisboa, a Ermida de Nª Srª dos Enfermos, na qual se venerava a “Virgem Senhora e Sant’Ana; a ela vem muitos romeiros em satisfação de votos e procurarem o amparo da mesma Senhora que a muitos socorre, o que se vê pelos milagres que tem nas paredes”.
No Século XVII, logo na alvorada do Século, Filipe II concede alvará de finta, aos moradores de Almargem do Bispo, para fazerem a obra da Igreja. São ainda as velhas escrituras que acrescentam que, “o Bispo e suas irmans não só concorreram para isto e para a edificação da igreja mas também deram do seu próprio Casal o terreno preciso para essa edificação, para as casas do pároco, para logradouro e passal, adquirindo por este modo huma espécie de Direito de Pay”.
De posse de regalias várias e de privilégios outorgados por D. João IV, os fregueses do Almargem do Bispo, aformoseiam orgulhosamente, em 1667, todo o interior da sua igreja; e, por alturas de 1687, fundam uma albergaria.
No Século XVIII, em 1717, os fregueses do Almargem, executam na igreja de S. Pedro, obras avultosas.
Além do orago S. Pedro, veneram-se então, nos altares, as imagens de Nª Srª da Conceição, Nª Srª da Piedade, Nª Srª do Rosário; como igualmente Santo António, Santo Antão e São Miguel. E, diz o Dicionário Geográfico, que tinha assento no tempo, “Hua só irmandade q hé das almas”. Havia, porém, mais as confrarias do Santíssimo Sacramento e de Nª Srª da Piedade. Esta última, viria a obter licença para o lugar do Almargem, de uma Feira Franca, por provisão de 18 de Agosto de 1762. Em 1758, ergue-se sobre o Monte Saborel, na Fonte da Aranha, a Ermida de Nª Srª da Piedade da Serra. Já então, funcionava naquele lugar uma feira concedida aos seus moradores, por alvará de 20 de Outubro de 1753. E, em 1768 no lugar de Dona Maria, erige-se a Ermida de Nª Srª do Monte Carmo.
No Século XIX, aparece um novo patrono da região, o General Barnabé António Ferreira. Em 1862, casa em segundas núpcias com Amélia Sophia Gonzaga, proprietária de várias terras no Almargem. A sua ligação à freguesia tem aqui o seu início. Apesar de ter residência em Lisboa, era na Quinta do Rebolo, em Almargem, onde tinha uma propriedade que se refugiava muitas vezes.
Conta-se então que foi nesta Quinta que muito apreciava, que o General Barnabé fez o seu testamento. Entre outros beneficiários inclui-se também a Junta de Freguesia de Almargem do Bispo. Legou as suas propriedades, conforme reza o testamento, “à Junta de Paróquia da Freguesia de S. Pedro de Almargem do Bispo, ou à corporação que de futuro a possa substituir no concelho de Sintra, com a obrigação de estabelecer na casa da Quinta do Rebolo uma escola mista”, que seria denominada escola Ferreira.
No passado era a agricultura a actividade dominante de suas gentes, principais abastecedores dos mercados de Sintra, Belas, Queluz, Amadora e Lisboa. Atualmente, Almargem, Aruil e Albogas são sem dúvidas os grandes fornecedores de Lisboa das hortaliças que ali se consomem. São importantes também o comércio e a indústria, como é o caso de Negrais, que além da transformação da pedra, tem uma indústria bastante conhecida: o famoso leitão de Negrais.
(https://www.jf-apm.pt/pt/articles/historia/historia-almargem-do-bispo)
- Evolução Administrativa:
Criação da Freguesia em 2013, no âmbito da reforma administrativa, as antigas freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar foram agregadas, formando a actual União das Freguesias de Almargem do Bispo, Pêro Pinheiro e Montelavar.
As eleições gerais a ocorrer em 12 de outubro de 2025 já visam a eleição dos órgãos das autarquias locais das freguesias repostas pela Lei n.º 25-A/2025, de 13 de março, como decorre, entre outros, do seu artigo 5.º, n.º 2, passando a ser considerado a desagregação da Freguesia.


